Arquivo para Agosto, 2008

26
Ago
08

A solução

Meu amigo disse:

Diminua a importância de “tal pessoa” na sua vida.

Não tem nenhuma importância. É a realidade!

Eu concordo.

26
Ago
08

Arghhh

Você já conheceu alguém que despertou o pior que há dentro de vc?

Um comportamento sinistro, uma vontade de cometer um crime, idéias macabras?

Vontade de mandar a ética pra PQP, extravasar a raiva contida, dar um soco no meio da fuça da pessoa?

Uma satisfação que arrepia a espinha quando o elemento se dá mal?

25
Ago
08

Uma parte mais feliz

É mais ou menos uma continuação do post anterior.

Ontem, à noite, foi aniversário da minha prima, Carol, numa pizzaria. Estávamos nós lá, os sobreviventes. Foi um momento oportuno pra me mostrar que a família, os parentes e os amigos estão por perto. Não acabou!!! Podemos plantar, adquirir, construir coisas novas. Não posso dizer que me conformei com as mudanças e que estou 100% curada das perdas. Mas bate um conforto e um otimismo! Tá tudo bem. :)

25
Ago
08

Apego

Estamos fechando negócio com o nosso apê na praia. Sábado, fomos tirar os objetos pessoais, fazer uma arrumação para entregar o apê em ordem. Estava um dia chuvoso, cinza e triste. Não coube tudo no carro. Voltamos pra São Paulo com o compromisso de voltarmos pra praia no dia seguinte. Não fiquei tão triste.

Domingo, não menos nublado, porém, sem chuva, chegamos lá meio dia, só eu e minha irmã. Arrumamos o resto das coisas em uma hora, ao som de um piano melancólico tocado por um morador do prédio, uma trilha sonora que parecia ter sido encomendada para a ocasião. Parecia mesmo um filme triste. Céu cinza, brisa gelada, praia deserta…despedida. Eu chorei. Fiquei muito triste mesmo. Não por apego material, e sim emocional. Foi uma época muito boa. Nunca tivemos uma ida a praia que fosse desagradável. Meus pais cuidavam daquele apartamento com muito carinho. Os móveis eram muito bonitinhos, a parede branquinha, as toalhinhas, os detalhes. Conhecemos pessoas muito bacanas, passagens de ano, amigos e parentes compartilhando aqueles momentos. Mesmo quando chovia era muito bom! Inclusive, dormir no meu quarto silencioso, de paredes branquinhas e poucos móveis dava uma paz enorme. Aquele apê tem um cheirinho bom. A cortina da sala, é laranja, e sempre que a gente chega lá parece que tem sol dentro do ambiente, por causa da luz alaranjada que entra. Eu tava junto da minha mãe quando compramos a cortina. Me dá um nó na garganta. Se ela estivesse aqui, ia ser MUITO mais fácil lidar com isso. Eu iria ficar um pouco triste, normal. Mas é que o apê vendido, representa pra mim mais um ponto final nas coisas boas que a gente viveu em família. Tudo passou. A gente não podia sonhar que ia ser assim. Tanta gente se foi. Fica tudo na memória. Não é de enlouquecer?

25
Ago
08

Os outros

Como é ruim depender dos outros. É desgastante lidar com gente que tem má vontade, que é lerda, que é de difícil trato. Gente que tem obrigação mas se sente fazendo um favor. E o mundo tá abarrotado de gente assim. Você se livra de um aqui, mas em seguida, tropeça em outros dois.

O inferno são os outros.

18
Ago
08

She works hard for the money

Segunda é sempre difícil de começar a trabalhar. Eu fujo das obrigações, pelo menos no período da manhã. Boa hora pra escrever no blog.

Tava ouvindo uma música da Donna Sumner – she works hard for the money – e lembrei de um mico que passei na adolescência. Mal entrei num Colégio novo e a v… da professora de educação física obrigou as meninas a fazerem uma apresentação de dança no ginásio, pra quem quisesse assistir. Tivemos que usar “colant” - hoje em dia mais conhecido como body. Tive uma amiga bem gorduchinha, que para não se sentir humilhada (porque sabemos muito bem, como são os meninos adolescentes), se virou pra conseguir um atestado médico, alegando sei lá o que no tornozelo. Eu encarei. Foi bem desegradável. Me apelidaram de “tanajura”.

Outra hora contarei por que tenho traumas de Educação Física, e das professoras esquizofrênicas. AAAAAAAAAAAA…

Ahhh! A música da Donna Sumner foi a “trilha sonora” do show no ginásio.

16
Ago
08

16
Ago
08

Fita Cassete / Vinil / Mp3

Meu pai não me dava dinheiro pra comprar discos. E disco não era barato mesmo.

O primeiro que eu ganhei foi Thriller – Michael Jackson. Ouvi aquele vinil TANTAS vezes! TANTAS!!! Depois veio da Madonna e do Menudo. Mas eu ganhava no aniversário, no Natal, dia das crianças e só podia pedir 1 por vez. Era uma grande emoção ganhar um LP bacana. Eu passava horas na sala ouvindo-os, dançando e cantando.

Tinha uma amiga que tinha vários discos do Duran Duran. Que inveja! Gravei uma coletânea dos discos dela em fitas cassete. Depois colocava no Walkman e ia dormir ouvindo Duran Duran, emocionada.

Na época do colegial, comecei a gostar de rock alternativo/underground. Os discos eram mais caros, importados e difíceis de achar. Fui algumas vezes na Galeria do Rock, no centro e achava muita coisa interessante. Voltava pra casa com as mãos vazias, desejando aquele EP do Cult. Tinha outra amiga, que já tinha começado a trabalhar e comprava os discos que eu queria. Que raiva!

Eu tinha muitas fitas, porque gravava discos emprestados, músicas do rádio etc. E quando lançaram aparelhos que tinha dois toca-fitas, pra gravar de uma fita pra outra? Uau!!! Fazia váááarias edições!

Imagina o que eu fiz com o meu primeiro salário?

Virei uma compradora “quase” compulsiva de música.

Anos mais tarde, veio a internet, o download, as torrents e tal.

Baixei todos os CDs do DuranDuran!!! Com as capinhas, o rótulo do CD, tudo completo. Achei uma música que eu nem lembrava mais.

 Em pensar que eu sofri tanto pra conseguir as músicas, nos anos 80. Por outro lado, não tem a mesma emoção de conquista.

Mas prefiro assim!!!

03
Ago
08

Why so serious?

Quinta-feira passada, fui assistir ao Batman – The Darknight. Fui sozinha no cinema do Center 3.

Enfim, fiquei vidrada, obcecada, apaixonada pelo filme. Não tem um defeitinho! Perfeito. Os atores e seus personagens, a trama, a trilha, as imagens, a história e a moral dela, tudo é de arrasar!

E a hora que:

- Surge a moto. O modo que ela aparece. Espetacular. O cinema vibrou. É a típica cena que vale a pena ver no cinema…na TV não dá o mesmo impacto.

- O coringa vestido de enfermeira, saindo do hospital.

- Um dos primeiros saltos do Batman, de cima um edifício, dá frio na nossa barriga. Ele sai voando, óbvio, por entre os arranha-céus. É outra cena que vale a pena ver no telão.

- Qdo ele surge atrás do Coringa na sala da delegacia.

- Qdo ele entra no prédio que o Coringa está, mais no final do filme, que ele está com aqueles olhos iluminados…o lance do sonar…

- Qdo aparece o lado corroído do Duas Caras.

- A perseguição ao Harvey Dent. A capotagem do caminhão do Coringa.

O Coringa é magnífico. É um puto! Mas eu torci pra ele sobreviver.

Aí ontem, fui de assistir de novo! Claaaaaaaaro! Fui com a minha irmã e meu cunhado.

E se bobear….vou de novo.